quarta-feira, 24 de novembro de 2010

ORGANIZAÇÃO DE ONIBUS PARA BIENAL NO RJ EM JANEIRO - CAHIS.


Pense! Ficar 06 dias na cidade maravilhosa, em janeiro, com dezenas de eventos culturais gratuitos, pagando apenas 80,00 (ônibus ida e volta - 80,00) como?

A Une (União Nacional dos Estudantes) junto com outras instituições de representatividade estudantis está organizando entre os dias 18 a 23 de janeiro de 2011 na cidade do Rio de Janeiro a 7ª Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE.
A capital Fluminense receberá mais de 10 mil a 15 mil estudantes do Brasil e da América Latina; jovens de todas as regiões estão organizando caravanas rumo à cidade maravilhosa. E nos não iremos ficar de fora!
Os seis dias de evento terão de atividades culturais, científicas e esportivas espalhadas por diversos espaços da capital carioca. A principal parte da programação estará concentrada no Aterro do Flamengo, imenso complexo de lazer com projeto paisagístico de Burle Marx, e na Lapa, reduto histórico da boêmia cultural e festiva, marca característica do Rio. Ficaremos alojados em escolas e universidades, com direito apenas a banho. Sendo assim o Centro Acadêmico de História da UFMG está organizando também seu ônibus. Participem!

Obs: Pagamento de 02 vezes (1º parcela até dia 10/12/2010 - 40,00 e 2ª parcela até dia 10/01/2011 - 40,00.)

Inscrição para apresentação de trabalhos até dia 30 de Novembro de 2010.

Para maiores informações acesse: www.une.org.br ou ligue (31) 8737-7656 [OI] falar com Ulisses. 
    VAGAS LIMITADAS!
 Realização – Centro Acadêmico de História da UFMG – Gestão Babilônia.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Em Minha Terra: Relatos e Depoimentos Sobre a África.

· Roddy Beya – República Democrática do Congo, etnia Bantu, intercambista da UFMG.
· Kassoma - Angola, etnia Bantu, intercambista da UFMG.
· Prof. Luiz Arnaut - História da África Colonial, entre outros trabalhos – FAFICH.

Dia 24 de Novembro de 2010 às 19h. Auditório Luiz Bicalho.
 Realização: Centro Acadêmico de História – Gestão Babilônia.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

IV JORNADAS HISTÓRICAS - 16, 17 E 18/11 - programação

16/11 – TERÇA FEIRA
Dr. Vanicléia Santos – Apresentação da nova professora (História da África).
Márcio dos Santos - Figurações do/a negro/a nas Histórias em quadrinhos: vinculações entre Ensino de História, Educação das relações étnico-raciais e Quadrinhos.
Aline Lemos - Raio Negro: um super-herói entre disputas de mercado e de identidade (1965-1966).
Breno Barroso - A sedução do inocente e o imaginário social nas páginas dos quadrinhos.
Ulisses Manoel – Os três sentidos das representações fotográficas da greve dos operários da construção civil de 1979 em Belo Horizonte.
Thiago Prates - As Liberdades de Constant.

17/11 – QUARTA FEIRA
Dr. André Miatello - Apresentação do novo professor (História Medieval).
Ricardo Fernandes - No limiar da modernidade: corpo, literatura e utopia.
Breno Mendes - História, narrativa e ficção em Paul Ricoeur.
Robson Narciso - A investigação de Norbert Elias sobre o tempo.
Marcos de Carvalho - Centro de Memória do Tribunal Regional do Trabalho da 3° Região (Minas Gerais): Programa de gestão documental e suas perspectivas historiográficas.
Taciana Garrido - O poder da escrita: os intelectuais caridosos e a fala autorizada.

18/11 – QUINTA FEIRA
Gabriel Amato - Os estudantes, a ditadura militar e o Projeto Rondon: notas iniciais de investigação.
Augusto Carvalho - Judaismos da filosofia da história de Walter Benjamin.
Juscelino Fernandes - O anti-semitismo nas obras de Gustavo Barroso.
Warley Gomes - Entre o mito, o imaginário e o desencanto: Mariano Azuela e a Revolução Mexicana.
Luís Felipe Garrocho - Tecnologias do conhecimento: O entretenimento na auto aprendizagem e suas possibilidades no ensino geral e de História.
Camila Lobato - O Discurso Performativo da FRELIMO.
CENTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA – CAHIS Gestão Babilônia

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PRORROGAÇÃO DAS INSCRIÇÕES PARA SELEÇÃO DE BOLSISTAS PARA PROGRAMA DE EXTENSÃO CONEXÕES DE SABERES NA UFMG PARA DIA 12 DE NOVEMBRO.

  
1) DOS CRITÉRIOS PARA INSCRIÇÃO DE CANDIDATOS/AS À BOLSA  
Para concorrer à bolsa, o/a estudante deve atender aos seguintes critérios:  

• Ser matriculado/a em curso de graduação da UFMG entre o 2o e o 5o período (preferencialmente); 
• Se auto-declarar preto ou pardo (segundo critérios do IBGE); 
• Ser classificado/a socioeconomicamente pela FUMP nos níveis 1 ou 2;  
• Ter disponibilidade de 20 horas semanais (sendo obrigatória disponibilidade 4a e 6a feira – 14 às 18 hs); 

Observação: 
• As bolsas serão destinadas considerando o critério de paridade de gênero.  
• Será considerada na seleção a trajetória de participação social e política do/a candidato/a; 

2) DO NÚMERO, VIGÊNCIA E VALOR DAS BOLSAS. 

O Programa Conexões de Saberes selecionará 75 bolsistas dentre os/as inscritos/as que cumpram os  critérios descritos no ponto 1 deste edital, para início das atividades em dezembro de 2010. Serão  selecionados mais 20 candidatos/as excedentes.  

O período de concessão da bolsa terá duração de 12 meses, ou seja, de dezembro de 2010 a 
novembro de 2011.  

O valor da bolsa será de R$ 450,00 (quatrocentos e cinqüenta reais) e os/as estudantes  selecionados/as desenvolverão atividades dentro e/ou fora da universidade junto a comunidades populares.  


3) DO PERÍODO DE INSCRIÇÃO 

A inscrição ocorrerá no período de 03 a 12 de novembro para os/as alunos/as dos cursos de  graduação da UFMG conforme critérios estabelecidos no item 1 deste edital.   


SOBRE PROCEDIMENTOS DA INSCRIÇÃO, ETAPAS E PERÍODO DE SELEÇÃO, VER EDITAL EM ANEXO. (O prazo para inscrição foi prorrogado, mas as demais etapas da seleção serão de acordo com o edital em anexo).

domingo, 7 de novembro de 2010

PALESTRA: RACISMO NA UNIVERSIDADE

               UFMG       DEBATE
MESA-REDONDA

RACISMO NA UNIVERSIDADE
9 DE NOVEMBRO DE 2010
18:00H - TERÇA-FEIRA - AUDITÓRIO LUIZ POMPEU DE CAMPOS - FAE-UFMG


A mesa-redonda sobre Racismo na Universidade é uma realização de estudantes, servidores técnico-administrativos em educação e docentes da UFMG, com o objetivo de contribuir para a reflexão e combate ao racismo.


Participantes:


Yone Gonzaga, mestranda FaE-UFMG, representante do SINDIFES e Programa Ações Afirmativas na UFMG

Aryanne Martins de Oliveira, graduanda em pedagogia FaE-UFMG, Diretório Acadêmico Faculdade de Educação

Ulisses Manoel da Silva, graduando em história FaFiCH-UFMG, Centro Acadêmico de História

José Raimundo Lisbôa da Costa, professor FaE-UFMG, Programa Ações Afirmativas na UFMG

Pablo Luiz de Oliveira Lima, professor FaE-UFMG, INstituto Caio Prado Jr., moderador da mesa


Apoio:

Diretório Acadêmico Walquíria Afonso Costa Faculdade de Educação da UFMG
Centro Acadêmico de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG
Programa Ações Afirmativas na UFMG
SINDIFES
Instituto Caio Prado Jr.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

CARTA ABERTA AO CORPO DISCENTE E DEMAIS MEMBROS DO DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA DA UNIVERSIDADE DE MINAS GERAIS - UFMG.

No dia 30 de setembro, por pedido de alguns professores do nosso departamento, foi convocada uma reunião pelo diretor do departamento junto ao corpo docente e representantes do corpo discente do curso de História da UFMG. Na reunião discutiu-se o projeto de alguns professores baseado na pretensão de aprovar de 04 (quatro) horários corridos para o curso de graduação em História da UFMG. Após a reunião o Centro Acadêmico de História (CAHIS), Gestão Babilônia, chegou à conclusão de que seria um grande atraso para o curso a efetivação da referida medida. Cientes de assumir uma posição identificada com os alunos o Centro Acadêmico realizou um plebiscito entre os dias 04 e 05 de outubro.      
Foi notável a euforia dos alunos na participação do plebiscito. O resultado após dois dias de consulta geral foi de 178 (cento e setenta e oito) votos contra a geminação das aulas e 2 (dois) votos à favor, o que revela a baixa adesão e a conseqüente ineficácia dos horários corridos.
Com a geminação dos horários as aulas se tornarão cansativas e pedagogicamente inviáveis, ou seja, prejudicarão um dos pilares da universidade: o processo de ensino/aprendizagem. Essa opção desequilibraria toda a já deficiente grade curricular, visto que disciplinas eletivas compõem parte imprescindível da graduação. Assim não será possível concluir a formação complementar nos dois turnos do curso instituídos desde a inscrição no concurso vestibular. Outro ponto importante para o debate será a quantidade de conteúdo perdido em apenas um dia dos alunos e professores ausentes, sem falar no grande acúmulo de textos que deveriam ser lidos para cada aula. Se com dois horários o número de texto demanda horas de leitura durante o intervalo das disciplinas (um dia), com o dobro das atividades diárias isso se torna inviável. No Brasil há uma quantidade grande de feriados se o compararmos com outros países, e como esses acontecem geralmente em um dia na semana no decorrer do ano, prejudicaria uma disciplina inteira, trazendo a possibilidade de não cumprir as 60h/aulas (sessenta horas aulas) legalmente estabelecidas em nosso departamento. Sem falar que existem alguns professores que já dão aulas geminadas na sexta e não cumprem com todo o horário, saindo mais cedo, propondo a troca do intervalo para compensação no fim do horário, entre outras práticas que diminuem o tempo total de aula.
Com o intuito de ir à universidade apenas uma vez por semana para cumprir docência na graduação, a principal justificativa dos professores interessados em efetivar as aulas geminadas é o número de atividades que exercem, seja dentro ou fora da universidade: na composição de mesas, bancas, conferências, simpósios e outros ofícios. Sabemos do grau de importância de todas essas atividades exercidas pelos nossos docentes, mas como prejudicar a vida de um corpo de aproximadamente 400 (quatrocentos) discentes em benefícios de poucos docentes? Soma-se a isso o fato de nem todos os professores do departamento concordarem com tal proposta, isso retirando a participação de alguns professores que estão afastados, trabalhando em cargos administrativos ou se qualificando em programas de pós-graduação. Outro questionamento é: por que uma quantidade pequena de professores em relação ao número de alunos está causando ecos pavorosos diante da proposta geminação das aulas? Podemos tentar responder esse questionamento através do regimento geral da UFMG, em que o corpo discente tem apenas 1/5 (um quinto) das representações com direito a voto nos conselhos docentes (art. 102 do Regimento geral da UFMG). Então porque espaços como esses, dito democrático e de deliberação na universidade, não efetivam os votos paritários, fazendo com que as demais representações se igualem?
O debate dessas temáticas é vital para uma maior coerência nas relações que envolvem os discentes, docentes e funcionários técnico-administrativos. Na quarta-feira, 27 de outubro de 2010, será votada a questão das aulas geminadas. Porém, não podemos deixar que esse debate se encerre após a decisão tomada. É papel de todos nós participarmos constantemente das decisões que estão diretamente relacionadas ao meio universitário.
CAHis (Centro Acadêmico de História) – Gestão Babilônia

GREVE NA UNIFESP GUARULHOS!!

Posted: 10/22/2010 by comunicacaocahis in Assistência estudantil, Movimento estudantil
Na Assembléia dos estudantes da UNIFESP Guarulhos realizada ontem a noite (21/10), os estudantes decidiram entrar em greve por tempo indeterminado. Atualmente os novos campi UNIFESP possuem pouca ou nenhuma estrutura, como bibliotecas, laboratórios ou quadras poliesportivas, vitais para o pleno funcionamento de uma Universidade, e carece de uma política eficiente de permanência estudantil, como bolsas-auxílio, moradia estudantil e restaurante universitário, dificultando o acesso dos estudantes mais pobres à universidade.
Diante da carência de respostas concretas aos problemas apresentados pelos estudantes, decidimos paralisar as atividades acadêmicas e aumentar a pressão junto a Reitoria, somando-nos aos estudantes da UNIFESP Baixada Santista, que começaram a paralisação já no dia 06/10.

Principais reivindicações:

Construção imediata do novo prédio definitivo do campus Guarulhos;
Diminuição do preço da refeição do bandejão - Fim da terceirização do R.U.;
Implantação imediata da linha de ônibus Itaquera – Pimentas;
Construção da moradia estudantil próxima à Universidade;
Garantia da conclusão da graduação (não ser jubilado antes dos oito anos de curso).

Capitão Nascimento e a FUMP...

O cahis manifesta toda solidariedade as ocupaçoes de Belo Horiozonte.

MANIFESTO: NEGOCIAÇÃO SIM! DESPEJO NÃO! LEIA E DIVULGUE! 

Manifesto em defesa das comunidades ameaçadas de despejo forçado

FORÚM PERMANENTE DE SOLIDARIEDADE ÀS OCUPAÇÕES_BH
Ao povo de Belo Horizonte, do Brasil e do mundo:
A capital de Minas Gerais poderá ser palco de um verdadeiro massacre contra milhares de famílias que vivem nas comunidades Camilo Torres (Barreiro), Irmã Dorothy I (Barreiro), Irmã Dorothy II (Barreiro), Conjunto Águas Claras (Barreiro), Dandara (Céu Azul), Recanto UFMG (av Antônio Carlos) e Torres Gêmeas (Santa Tereza). O tribunal de Justiça de Minas Gerais, ofendendo as leis e a própria Constituição, determinou que a Polícia Militar jogasse nas ruas as famílias que moram nessas ocupações, demolindo suas casas, sem oferecer nenhuma alternativa digna. Por outro lado, a prefeitura e o governo estadual lavaram as mãos como se não tivessem nada a ver com o problema habitacional e com a penúria em que vive o povo pobre de periferia. Resumindo, as autoridades mineiras tratam a luta das organizações populares e dos movimentos sociais como caso de polícia, negando-se ao diálogo e ao entendimento. Diante disso, é preciso esclarecer essa situação para que a população de Belo Horizonte não permita que mais uma grande injustiça manche a História da nossa cidade e do nosso estado.
1º – Essas comunidades foram construídas e organizadas em imóveis e terrenos que estavam completamente abandonados, com grande dívida de impostos e sem cumprir a função social da propriedade (CF/88, art. 5º, inc. XXIII). Por isso, são áreas que poderiam perfeitamente ser desapropriadas mediante indenização e destinadas para fins de moradia popular, conforme prevê a lei;
2º – O direito à moradia e à segurança da posse está acima do direito de propriedade, sobretudo quando o direito de propriedade é exercido em prejuízo da coletividade. As áreas onde se localizam as comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy I, Irmã Dorothy II, Águas Claras, Dandara e Recanto UFMG serviam aos interesses da especulação imobiliária que tanto domina e prejudica nossa cidade;
3º – A atual política habitacional da Prefeitura e do Governo estadual é excludente e não contempla as reais necessidades. É essa política que os movimentos e organizações populares pretendem transformar por meio de sua luta legítima. Atualmente, mais de 90% das famílias sem casa possui renda mensal abaixo de 3 salários mínimos. Sabe quantas unidades habitacionais foram construídas em BH pelo Programa Minha Casa, Minha Vida para essa faixa de renda mais pobre da população? NENHUMA!
4º – A cidade de Belo Horizonte está cada vez mais refém da lógica de expulsão massiva dos pobres para as periferias mais distantes da região metropolitana. Com a Copa do Mundo isso pode piorar muito. Somando as famílias que vivem nas comunidades citadas com as famílias no entorno do Anel Rodoviário (ex.: Vila da Paz, Vila da Luz, etc.) e outras comunidades que a Prefeitura e o Estado pretendem remover (ex.: Conjunto União- Serra Verde, Novo Lajedo, Vila São Bento etc.), chegamos ao número absurdo de mais de 20.000 (vinte mil) pessoas que poderão perder suas casas nos próximos meses na cidade de Belo Horizonte. É importante salientar que em Belo Horizonte e região metropolitana existe um déficit habitacional de 173 mil unidades, segundo pesquisa realizada pela Fundação João Pinheiro.
5º – As mulheres ocupantes, além de se sujeitarem a dupla e tripla jornada de trabalho, têm de lidar com a responsabilidade de, muitas vezes, serem as únicas responsáveis por lutar por moradia e todos os direitos de sua família. As mulheres ainda sofrem com a violência, com a humilhação e opressão em todos os níveis. Fundamental ressaltar é a presença massiva e combativa de todas elas na linha de frente da batalha pela garantia do direito fundamental à moradia e pela construção de uma nova sociedade na qual nem elas nem a classe trabalhadora sejam oprimidas de tal forma.
6° – As famílias que vivem nas comunidades Camilo Torres, Irmã Dorothy I, Irmã Dorothy II, Águas Claras, Dandara, Recanto UFMG e Torres Gêmeas exigem respeito e cobram a abertura imediata de mesas de negociação com o Poder Público tendo em vista as inúmeras possibilidades de solução digna do conflito. Caso contrário, estamos diante de um MASSACRE ANUNCIADO, pois essas famílias estão dispostas a doarem suas vidas para não abrir mão de sua dignidade.
Por tudo isso, as entidades, organizações, movimentos e pessoas que assinam esse manifesto reforçam o grito de protesto contra os despejos e apelam para que o diálogo e o entendimento prevaleçam sobre a intolerância e o descaso.
Contra as remoções forçadas, em luta pelo Direito à Cidade!
Assinam este  Manifesto do Fórum Permanente de Solidariedade às Ocupações_BH:
AGB-BH; AMES-BH; ANEL / Assembleia Nacional dos Estudantes – Livre; Brigadas Populares; Casa de Candomblé Omokorins do Ile de Oxaguian; Centro Cultural Manoel Lisboa de Moura; Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa de Minas Gerais; Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG; Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos; Comitê de Amigos do MST-Itália; Comitê Catarinense Pró-memória; Comitê Mineiro do Fórum Social Mundial; CSP-Conlutas nacional (Central Sindical e Popular nacional); Coordenação do Quilombo do Papagaio 2010; CTB; Central Única dos Trabalhadores / CUT; D.A. Carlos Drummond de Andrade (Letras – UFMG); D.A. Design UEMG; D.A. Face-UFMG; D.A. FaE-UEMG; DCE Anhanguera; DCE UNA-BH; Diretoria de Universidades Públicas da UNE; FSDM (Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais); Fórum Metrô/Fórum Metropolitano de Educação de Jovens e Adultos de BH; Forum Mineiro de Direitos Humanos; Grupo de Beco; Grupo de amigos e famílias de pessoas em privação de liberdade; Grupo Tortura Nunca Mais – RJ; Instituto de Direitos Humanos; Instituto Helena Greco de Direitos Humanos e Cidadania / IHG; Mães de Maio – SP; Metabase de Congonhas e Ouro Preto; MLB; Movimento Quilombo Raça e Classe; Movimento Mulheres em Luta – MML; Movimento Nacional de Direitos Humanos – Regional Minas Gerais; Movimento Negro Unificado / MNU-MG; MTST; Observatório das Violências Policiais-SP; Partido Comunista Brasileiro – PCB; Partido Comunista Revolucionário – PCR; Programa Pólos de Cidadania; PSOL-Bauru; Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado – PSTU; Rede de comunidades e movimentos contra a violência-RJ; Rede de Solidariedade das Ocupações Dandara Irmã Dorothy e Camilo Torres; Sind-Massas – Contagem; Movimento Luta de Classes; SIND-REDE; SIND-UTE-MG; SINDEESS-BH;Síndess de Itajubá; Síndess Divinópolis; Sindicato dos Metalúrgicos de Araxá; Sindicato dos metalúrgicos de Divinópolis; Sindicato dos metalúrgicos de Governador Valadares; Sindicato dos metalúrgicos de Itabira; Sindicato dos metalúrgicos de Itajubá e Paraisópolis; Sindicato dos metalúrgicos de Itaúna; Sindicato dos metalúrgicos de Ouro Preto; Sindicato dos metalúrgicos de Pirapora; Sindicato dos metalúrgicos de São João Del Rei; Sindicato dos metalúrgicos de Três Marias; Sindicato dos metalúrgicos de Várzea da Palma; Sindicato dos metalúrgicos dePatos de Minas; Sindicato servidores públicos de Várzea da Palma; Síntend Divinópolis; Sindicato dos Advogados de Minas Gerais; Tribunal Popular: o Estado no banco dos réus; União da Juventude Comunista / UJC; União da Juventude Rebelião / UJR.
Contatos: solidariedadeocupacoesbh.wordpress.com
Para assinar o manifesto envie um e-mail  para: solidariedadeocupacoesbh@gmail.com
Apoie essa causa você também

terça-feira, 2 de novembro de 2010

FILA NO BANDEIJÃO MAIS CARO DO BRASIL. E ainda vai aumentar para 3,30.

Preços do bandejão pelo Brasil.

Puc/MG - 5,50
Unicamp - 2,00
UFSC - 1,50
UFF - 0,70
UFPA - 1,00
UFES - 1,50
UEFS - feira do Santana/ BA 1,00
UFC - 1,10
UEPG - Ponta Grossa / PR
UECE - 1,00
UFPI - 0,80
UNI RIO - 2,60
UNESP Guarulhos / SP - 2,50
UFS - 1,00
UFPR - 1,30
UFRGS - 1,30
Não se esqueça de pedir seu cupom fiscal na entrada.

Pela Abertura dos Arquivos da Ditadura. Já.

Publicação docente - Manifesto Contra o Conservadorismo no Curso de História da UFMG.

Manifesto Contra o Conservadorismo no Curso de História. Sexta Feira 13
Uma neblina espessa paira sob o curso de História, um conservadorismo egocêntrico e bastante prepotente em superfícies de pano. Nos últimos tempos ela parece ter se abatido sobre o pequeno universo de fantasia adolescente dos dignitários graduandos, especialmente nos dias mais recentes, incólume em tal tendência. De um momento para outro, meio que subitamente, ficou “bonito” seguir o batido modelo do “bom estudante”, ou seja, o quietinho, passivo, politicamente correto, pronto para inclinar a cabeça diante de qualquer ordem, desde que surja qualquer promessa, duvidosa de um benefício ao longe. “Ah, meu (a)mestrado!”
O pior é que nada disso foi imposto de cima, mas nasceu e tem crescido no meio dos alunos.
“O que estamos ajudando a fazer de nós mesmos ?”
Uma nova tendência surge e dita subgrupos inconscientes na medida de uma realidade apática. Turmas se isolam em si mesmas por boicotarem uns aos outros, como se pertencessem a convívios tão diferentemente bizarros que o ato de apreciar um misero copo de cerveja, ou deglutir fluidos corporais alheios com colegas de períodos distintos, acima ou abaixo, em noites hedonísticas, torna-se procedimento suspeito. Quanto pudor sem preceito. Aliás, para um grupo crescente de colegas, diversão tem se tornado uma espécie de crime. Uma ato passível de punição para a dedicação incondicional. Fazendo da universidade uma sala de aula, onde a extensão é a biblioteca. Uma espécie de curso de futuros e pródigos bacharéis, no sentido antigo desse termo, quando era usado de forma depreciativa designando aquele que nega qualquer vida social em nome de uma dedicação patológica ao estudo. A esses, sentimos dizer: Não é por me divertir mais é que estudo menos que eles, ou o faço com menor qualidade. Não sou exceção à regra.
E quanto a qualquer “dissenso”? Difícil ou inacreditável. Ambíguo no mundo onde todos os dias escutamos a palavra diferença, cada vez mais enfatizada. Não existe debate. Idéias divergentes são silenciadas pelo discurso da individualidade ou relativização.
Nos corredores as relações sociais aparecem como representações teatrais numa performance meritocrática e edenista. A borracha do piso á análoga às bolsas de lápis, quando deviam ser companheiras químicas dos preservativos armazenados em bolsos, ávidos por serem consumidos, devorados numa desenfreada falta de pudor. Ainda algum sabor de leite com pêra impregna machos e fêmeas.
Será que o contato de uma turma com outra, de uma sala com outra, não seria importante na formação de cada um, tanto acadêmica quanto pessoal? Cremos que hoje os sites de relacionamento virtual são os únicos espaços em que o dissenso acontece e as discussões se dão. Academicamente e pessoalmente, a tendência atual é o isolamento.
Nunca visualizamos discussões virtuais que abordam criticamente a FAFICH com suas carteiras que poderiam ser patrimoniadas junto ao IPHAN. Nas mesmas sentaram pessoas que confrontaram ditaduras, cerceamento da palavra, imposições institucionais e burocráticas. Em novas carteiras um dia poderíamos dissecar sobre aquecimento global, elencar a falta de ventiladores e o calor dentro da sala de aula. É tão importante discutir a falta de forros acústicos quanto questionarmos a impossibilidade de fazer Bacharelado em História no período noturno. Sem esquecer a insuficiência de oferta de matérias optativas que abordam novos temas, fora de seus ciclos de debates já viciados.
O que iremos fazer?
Propomos após este manifesto, uma oportunidade de diminuir tal abismo, tal onda politicamente correta e de isolamento!
Não percam! Relançamento de dois Fanzini do curso:
ü  Conversa Fiada e Delírios Noturnos - Poemas de dois alunos do curso
ü  História na Merda - Frases da Fafich com referencia banherográfica

Igor (Nefer) Tadeu,  OdraciR Fernandes, Ulisses Manoel

Contrato do ônibus para Fortaleza/CE - ENEH (Encontro Nacional dos Estudantes de História)

      Contratado: PRATESTUR TURISMO LTDA
       Endereço: R: Expedicionário Paulo de Oliveira nº 333 Bandeirantes – BH/MG
       Fone: 3622-3527 – 9816-2731
       CNPJ: 05.480.401/0001-00
     
       Contratante: Ulisses Manoel da Silva
       Endereço: R: Copaíba, 265, Bairro Monte Azul - Belo Horizonte - MG
       Fone: (31) 3434-1996 / (31) 3434-1996   
       CPF: 067.638.896-58

       DADOS DA VIAGEM:
       Origem: Belo Horizonte/MG                                                                     Destino: Fortaleza / CE
       Data de Ida: 03/09/2010  encostar as 22:00 hs
       Data de Retorno: 11/09/2010
       Local de Saída: UFMG – Campus Pampulha

       DADOS VALOR DA VIAGEM
       Valor da Viagem: R$ 11.900,00 (onze mil e novecentos reais)
       Sinal a ser pago em: 1° parcela 31/08/2010 R$ 5.950,00 (cinco mil novecentos e cinqüenta reais) e
                                          2° parcela 02/09/2010 R$ 5.950,00 (cinco mil novecentos e cinqüenta reais)

      DADOS DO VEÍCULO:
       01Ônibus com capacidade para 49 passageiros equipado com:
      TV    DVD     WC    MANTAS    AGUA MINERAL

      CLÁUSULAS CONTRATUAIS
1)      O veículo só inciará a viagem se o saldo devedor houver sido pago integralmente.
2)      Só receberemos cheques com até 05 (cinco) dias úteis antes da partida da viagem.
3)      O contratante será responsabilizado pelo pagamento do km que exceder o previsto combinado, sendo R$3,50 (três reais e cinqüenta centavos) o km.
4)      Se o contratante necessitar fazer traslados e/ou passeios que não estejam contratados , será  cobrado o valor adicional  , em espécie , e com autorização  da empresa.
5)      É proibido o transporte de passageiros em pé.
6)      É obrigação do contratante fornecer  com até 48 horas\antes antes do início da viagem a relação dos passageiros , contendo o nome completo e o numero da identidade ,                         se maior e se menor o numero de certidão de nascimento original ou autenticada para fins de fiscalização e autorização de viagem.
7)      O valor dado de sinal no ato da assinatura do contrato, caso haja desistência por parte do contratante, esse valor não  será restituído  e for por parte do contratado sim                                                   será devolvido.
8)      O contratante será responsabilizado por quaisquer multas, taxas e demais despesas decorrentes dos passageiros embarcados, cujo nome e documentação não estejam corretos.
9)      O contratante será   responsabilizado por eventuais danos causados ao veiculo e a seus equipamentos pelos passageiros no transcorrer da viagem.
10)  O contratante  isenta a contratada para efeito de fiscalização , no que se refere às bagagens e objetos transportados no ônibus durante o período que o veículo estiver a                       disposição dos serviços aqui contratados.
11)  O contrato aqui assinado não inclui as despesas de alimentação  e hospedagem dos passageiros durante o período contratado.
12)  As\ despesas de alimentação e hospedagem dos motoristas\serão por conta do contratante.
13)  O ônibus deverá ser conferido pelo contratante antes da viagem e após a viagem juntamente com o motorista.
14)  Fica estabelecido o valor de R$40,00 (quarenta reais) por cada manta e R$20,00 (vinte reais ) por cada \travesseiro se perdido durante o contrato de viagem.
15)  A contratada se reserva no direito de substituir o veiculo contratado , caso seja necessário por outro nas mesmas condições .
16)  É responsabilidade da  contratada apresentar o veículo limpo e em condições  de uso para a viagem, cumprir os horários pré-determinados.
17)   Dar suporte aos passageiros para chegar ao destino da viagem em caso de quebra ou sinistro envolvendo o veiculo contratado.
18)  Fica eleito o foro de Belo Horizonte/MG  renunciando expressamente a qualquer outro a que possam ter direito para imprimir quaisquer divergências oriundas desse contrato.

Belo Horizonte, 29 de agosto de 2010.

       Pratestur Turismo LTDA                                                         Centro Academico de História - Gestão Babilônia.
  CONTRATADA                                                                                   CONTRATANTE

Significado da Pintura na sede do CAHis.

Baião de Dor
Autoria da Obra: Wagner Ventura

Mural feito com colagem de páginas de revista e tinta hidrocor sobre uma parede inteira do Centro Acadêmico de Historia (CAHIS), representando a moradia estudantil que existiu entre 1980 e 1999 com a ocupação do edifício do antigo hospital Borges da Costa, no Campus Saúde (atrás da Escola de Medicina da UFMG) por estudantes de vários cursos da UFMG. Representa também a desocupação truculenta realizada pelas polícias civil e militar sob ordem da reitoria da UFMG, em 1999.
A composição trás, em primeiro plano, duas figuras antropomórficas, sendo uma apresentada com as mãos e pernas atadas, segurando uma espada. Sua cabeça é composta por pequenas imagens de cabeças humanas, e de sua espada cai uma gota composta por inúmeras imagens de bonecas de bebês. A segunda figura tem sua cabeça invertida, “de cabeça para baixo”, sobre o corpo, e sua boca segura uma flor. Representam a dor física sentida pelos estudantes retirados à força de suas camas antes do amanhecer, em ação que feriu os direitos humanos. Ao centro, um violino é representado, simbolizando uma música triste que seria o Baião de Dor. Ao fundo, uma edificação simboliza a moradia Borges da Costa, sob um sol brilhante. Predomina na compposição as cores vermelho e azul, com muitos detalhes em amarelo e outras cores.

Histórico da obra:
O mural foi encomendado pela gestão Mãos à Obra que dirigiu o CAHIS entre 1998 e 1999. O CAHIS, assim como outras entidades estudantis da UFMG, como o DCE, juntamente a entidades docentes, como a Congregação da FaFiCH, manifestaram-se contra a desocupação violenta da moradia universitária. A Congregação, onde o representante do CAHIS era Pablo Lima, redigiu uma Moção de Repúdio à ação violenta realizada dentro do Campus por ordem da Reitoria.
À época a UFMG não possuía uma moradia como hoje no bairro Ouro Preto. A área do Campus Pampulha designada originalmente para a edificação de uma moradia, recebeu a construção do que é hoje a Praça Vermelha ou Praça de Serviços, em 1992, sob a reitoria de Vanessa Guimarães (e, portanto costuma ser apelidada de Vanessão). A única moradia universitária era a ocupação do Borges da Costa, organizada pelos próprios estudantes, totalmente gratuita para os moradores que em 1999 eram cerca de 70 a 100 alunos. Desde sua ocupação, as gestões da reitoria foram contrárias, mas compreendiam a necessidade de uma moradia e forneciam inclusive seguranças para a portaria do Borges da Costa. Apenas na gestão do reitor César de Sá Barreto foi ordenado à desocupação pela polícia, ferindo o princípio da autonomia universitária e sob o pretexto de que a edificação abrigaria um hospital para o tratamento de câncer (o que até hoje não se realizou). O episódio foi marcado por inúmeros abusos da polícia que chegou a prender um estudante de biologia sob acusação do plantio de maconha por encontrarem em seu quarto uma muda de Pau-Brasil.
O CAHIS contratou o aluno de História da UFMG e de Artes Plásticas da Escola Guingard, e ex-morador do Borges da Costa, Wagner Ventura, para criar um mural em memória e homenagem da moradia Borges da Costa. Cabe lembrar que o Borges, como costumava ser chamado, era um local que reunia muitas festas universitárias, shows de música, teatro, performances, sendo frequentado por muitos universitários, em especial alunos da Medicina, Fafich, Belas Artes, entre outros cursos.
A intenção do mural é não deixar que a memória do Borges da Costa se apague e lembrar que foi graças à pressão realizada por esta ocupação de duas décadas, e após a desocupação violenta, que a UFMG iniciou uma política de moradia estudantil, construindo os prédios do bairro Ouro Preto. Ou seja, a moradia da UFMG de hoje não foi uma mera concessão da reitoria, mas uma reivindicação do Movimento Estudantil fortalecida pela resistência da ocupação do Borges da Costa. Após a desocupação, com a demora na construção da nova moradia no bairro Ouro Preta, os estudantes que foram desocupados do Borges da Costa ficaram sem moradia durante cerca de um ano. Alguns chegaram a residir na sede do DCE-UFMG, à Rua Guajajaras, como uma aluna de medicina, vinda do Norte de Minas, e seu filho de 6 anos, que testemunhou a desocupação e viu sua mãe sendo espancada pela polícia ao alvorecer. A desocupação foi toda gravada pela Rede Bandeirantes de Televisão e veiculada em seus telejornais. À época, o Movimento Estudantil teve acesso e reproduziu a gravação sem edição, realizando diversas exibições na UFMG, sensibilizando a comunidade universitária para o problema da moradia e da prática de ações violentas da polícia a mando da reitoria.
                Após o término da gestão Mãos à Obra, as futuras gestões realizaram diversas alterações na sala do CAHIS, mas mantiveram o mural em homenagem aos estudantes e como marco dos tempos do Borges. Hoje, dez anos depois do fato e da elaboração da obra, é possível considerar o mural como um patrimônio cultural da FaFiCH.

Pablo Luiz de Oliveira Lima.